A família e a educação

O papel da família na formação de suas crianças vem sendo questionado em nosso tempo, de tal maneira que é bem provável que você já tenha ouvido muitas ideias que indicam isso. São artigos, trabalhos, pesquisas, palestras e aulas que labutam em favor de uma formação independente da tradição familiar, são questionadas as crenças familiares e suas implicâncias, tais como questões sobre sexualidade, preferências políticas, modelos sociais/econômicos, e outros. É inquestionável, a criação familiar implica obrigatoriamente na transmissão voluntária e até mesmo coerciva de crenças, ideais, fobias (medos), alegrias, enfim, traços culturais oriundos da personalidade dos pais e avós. Dito isso é possível estabelecer uma “pauta de lutas” para os mais diversos grupos sociais, que hoje dizem lutar pela proteção dos direitos coletivos dos indivíduos, e suas manifestações tem surtido efeitos de tal forma, que chegamos ao ponto de vermos parlamentares criando ou modificando leis que definem o conceito de família e suas implicações. Nós temos em curso no congresso nacional, a tramitação de dezenas de projetos de lei que tem o objetivo desconstruir fatos reconhecidos por todas as ciências de cunho sério e objetivo. O fim de tudo isso está exposto no próprio meio pelo qual tenta-se mudar o padrão histórico, biológico e bíblico, e este meio é o ESTADO, e o seu fim é adquirir mais PODER.

Em determinada situação onde os padrões de moralidade, ética e justiça são ensinados e determinados pelo Estado, seu único fim é a reestruturação do pensamento humano para que o Poder de escolha, administração de riquezas, aplicação de leis e até mesmo a sexualidade humana sirvam como alavanca para a manutenção de um determinado projeto de poder. Em suma, essa ideia não tem por objetivo promover a utópica “libertação humana”, essas ideias não são progressistas, modernas, arrojadas ou divinizantes, elas não tiram o poder das mãos de Deus e o transferem para as mãos dos homens, essas ideias eliminam a figura de um Deus que tem padrões morais, éticos e de justiça e os transfere para as mãos de um Estado, que supostamente assumiria o papel de defensor dos direitos humanos.

A educação nas mãos do Estado faz vitimas fatais, ela transforma brilhantes mentes que de outra forma poderiam revolucionar algum dos ramos da medicina ou outras tecnologias, em simples mantenedores de um pensamento defasado e obviamente falido, que visa não outra coisa, se não punir os bons e premiar os maus. O Estado como força por traz da educação de nossos filhos representa a imagem de um futuro ainda menos repleto de grandes mentes, em benefício – convenhamos – de “idiotas úteis”, como diria Lenin, político soviético, um dos principais nomes da ideia por traz do estado comunista russo. A educação nas mãos do Estado representa a destruição de tudo aquilo que nos fez chegar onde chegamos, representa a repressão a criatividade, o escárnio de padrões morais e éticos que possibilitam a manutenção da ordem, o descafelamento de fatos econômicos que são a razão de termos alcançando tamanha modernidade, que diretamente é responsável pelo padrão de vida que podemos ter, em termos de saúde, agricultura, escoamento da produção, expansão territorial – necessária ante a rápida expansão populacional – dentre outros fatos críticos, sem os quais nem sequer teríamos a possibilidade de viver um pouco mais que 30 anos, e chamo de “fatos” porque são inquestionáveis e “críticos” porque são indispensáveis ao nosso padrão de vida. Quando o padrão educacional familiar é questionado, e mais do que isso, deixado de lado em benefício de ideais marxistas, estão a largos passos destruindo o mundo em que vivemos e tentando construir uma utopia, o que no final das contas resultará em mais fracasso e genocídios.

“Se o nosso desejo realmente for de melhorar o mundo em que vivemos, aqueles que são pais, devem tomar as rédeas da educação de sua prole e não devem delegar esta função ao estado, não aos “professores educadores”, eles que eduquem seus próprios filhos. O grande problema da educação é acreditar que o mundo educará nossa descendência sem que o futuro seja comprometido devido a isso. O grande problema da educação é acreditar que o problema não é nosso e sim do governo, da igreja, dos grupos sociais.”

Como dito no artigo anterior (O problema da educação – trecho acima), a função de educar foi destinada a família, mas especificamente aos pais, e a ninguém mais, a escola tem por dever ensinar as ciências (de verdade), e questões concernentes ao caráter, ética, moral e etc, devem obrigatoriamente ser levadas ao conhecimento dos filhos através pais. Relegar esta função a uma escola privada ou mesmo a escolas publicas não é só imprudência, é burrice, é ausência de senso do certo e do errado, é falha de caráter, é ignorância, e não se engane, nenhum desses pecados é abonado em função da tal “involuntariedade”, isso não existe.

Igualmente combatido pelo movimento de “libertação humana” é o padrão judaico-cristão de educação, e a ideia geral é que o modelo é a razão das falhas do mundo e o mesmo deve ser extirpado da existência, porém mal sabem eles que nem um terço da cosmovisão cristã é aplicada a família hoje, e na maioria dos episódios passados. Um padrão de educação cristão não significa dizer que a criança será ensinada por um pastor, tão pouco sua educação se dará na igreja, isso é um erro grave, a função de educar também não é da igreja, a igreja tem como missão Pregar o Evangelho de Jesus, a igreja não educa filhos mau-criados, desobedientes e impertinentes. A cosmovisão cristã traz a luz da Palavra sobre a família de tal maneira, que a mesma sofrerá uma transformação estrutural sem precedentes, que obviamente resultará em realidades mais satisfatórias, mas isso não se dará como um milagre. Com base em sua espiritualidade um pai pode ser um bom ou um péssimo educador. Tudo dependerá de seu envolvimento com o Reino e com o Rei. As chaves estão nas mãos da família, e em hipótese alguma devem ser dadas, emprestadas, alugadas ou vendidas a outrem!

O problema da educação!

Existe uma vasta gama de discussões em curso no Brasil, e tudo isso é fruto de grandes mudanças que estão acontecendo nos pontos críticos do pais. As pessoas frequentemente se reúnem para atividades em conjunto, e seja qual for a atividade sempre surgem algumas questões em voga atualmente e com isso está dada a largada na discussões, os temas como sugeri antes, são os mais variados, desde economia, política, saúde, meio ambiente, até questões como a sexualidade alheia, cor de pele, multas de transito e desenhos animados. A grande semelhança entre todos esses temas é a conclusão de qual seria a solução para os problemas expostos, a EDUCAÇÃO, isso mesmo, a solução para tudo aparentemente é a educação, de preferência “pública, gratuita e de qualidade” (sic). As chamadas “ciências” sociais ao longo das ultimas décadas tem despertado em jovens (principalmente universitários) a tal da “consciência social”, e essa entidade divinizada é fruto de um longo trabalho de reeducação dos pensamentos dos povos, a ideia principal é que o individuo se torne critico quanto a sociedade e seus elementos vitais e até mesmo os menos importantes. Aparentemente essa ideia de que a educação é a solução para os problemas sociais passou de uma máxima a um chavão bem tipico de quem sequer sabe do que está falando.

Chamamos nosso tempo de “era do conhecimento”, visto que já ouve uma “era das trevas” onde a barbarie e a ignorância eram aceitas como cartão de acesso ilimitado aos benefícios da vida, mas o que poderemos notar, caso façamos uma profunda analise, é que nosso tempo não é de conhecimento, mas sim de informação, nós temos informações quase ilimitadas, é possível encontrar rapidamente quase tudo sobre quase qualquer coisa, todavia nunca se buscou tanto o inútil em detrimento do útil. Se por um lado os povos antigos dispunham de pouca informação e mesmo assim produziram tantas coisas, e coisas importantes, coisas sem as quais não viveríamos hoje, por outro lado nosso tempo é marcado pelo excesso de informação e ao mesmo tempo excesso de inutilidade. Nossos centros acadêmicos, por exemplo, produzem cada vez menos conteúdo cientifico e o tempo e recursos disponíveis são desperdiçados com trabalhos de pesquisa que envergonhariam os grandes pensadores dos séculos passados. Não é por desprezar completamente as ciências sociais que faço isso, na verdade acredito na existência de grandes cientistas sociais que produzem conteúdos de altíssima qualidade que fazem da nossa vida algo melhor, mas, a grandiosa maioria do estudiosos da área não produzem nada senão outros pensadores desconexos e inúteis, que nada produzem, mas tudo pedem para si. O curioso nisso tudo é que a universidade, antes tida como uma porta para a “libertação do homem” é o principal agente formador de elementos de caráter falho que aos invés de produzirem conforto para o mundo, saem da acadêmia (se é que saem) famintos por destruir o alheio, destruir aquilo que até hoje tem atuado como pilares de sustentação da sociedade.  No topo de tudo isso nós vemos a maior universidade do pais, a USP – Universidade de São Paulo como um grande elefante branco, e vemos isso com tristeza, pois seria improvável até algum tempo atrás que ainda estivesse de pé uma universidade que não tem ou teve em seu staff um único ganhador de uma premiação cientifica significativa. Isso é vergonhoso! Mais que isso, é um pecado vermos nomes como a Neurocientista Suzana Herculano-Houzel deixando o Brasil por falta de recursos e valorização do verdadeiro trabalho cientifico, convenhamos, estudos sobre aplicar ou não “chapinha no cabelo” não valem nada.

Suzana: Neurocientista recusou vinda de estudantes estrangeiros porque não havia como garantir recursos para suas pesquisas.

A esmagadora maioria (sem exageros) daqueles que alcançam um diploma do ensino superior tem como objetivo único outra certidão que lhe garante um emprego vitalicio no setor público, estou falando dos “concurseiros”, pessoas que acreditam que o melhor de sí deve ser investido no estado. Nisso tudo acredito que existem pessoas sinceras que tem a intenção de realmente trabalhar na área da qual tanto estudou, mas sem duvidas a maior parte dos “concurseiros” está em busca da estabilidade, a segurança que garante que o salários não diminuirá, o contrato não se romperá, a incompetência será premiada e ninguém vai notar isso, afinal as coisas parecem que sempre foram assim. O problema da educação não está na má gestão dos recursos públicos – dinheiro advindo do bolso do próprio povo – e tão pouco na corrupção dos políticos, eles são uma ferramenta dos sistema chamado CULTURA, um conjunto de forças oriundas de elementos práticos fixados como verdades ao longo de um período de vasta exposição a ideia de que tudo está errado, o que foi feito, foi feito errado, deve ser questionado e destruído, ou desconstruído, como chamam. As instituições devem ser desacreditadas, os indevidos são animais alienados que carecem adquirir um pensamento crítico para que sua praxis  fuja completamente do normal e parta sem rumo ao desconhecido da irracionalidade humana. Toda essa ideia de mudar os povos por meio da cultura tem surtido tamanho efeito que hoje é comum ouvir que professores são chamados de “educadores”, quando em verdade, em verdade os únicos educadores dos filhos são os pais, e a função de um professor é ensinar ciências aos seus alunos, repito, alunos, não discípulos.

Se o nosso desejo realmente for de melhorar o mundo em que vivemos, aqueles que são pais, devem tomar as rédeas da educação de sua prole e não devem delegar esta função ao estado, não aos “professores educadores”, eles que eduquem seus próprios filhos. O grande problema da educação é acreditar que o mundo educará nossa descendência sem que o futuro seja comprometido devido a isso. O grande problema da educação é acreditar que o problema não é nosso e sim do governo, da igreja, dos grupos sociais. Assuma seu papel, lute pelo que é certo!

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Foto: O Globo